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Dia Nacional do Técnico e Auxiliar de Enfermagem destaca importância da categoria e desafios da profissão
Responsáveis por grande parte da assistência direta aos pacientes, os profissionais da enfermagem formam atualmente a maior força de trabalho da saúde no país.
Data da Publicação da Notícia : 18/05/2026 17:23 por Usina de Notícias
Divulgação
Celebrado em 20 de maio, o Dia Nacional do Técnico e Auxiliar de Enfermagem é uma oportunidade para refletir sobre a importância desses profissionais dentro da estrutura da saúde pública e privada no Brasil. Responsáveis por grande parte da assistência direta aos pacientes, os profissionais da enfermagem formam atualmente a maior força de trabalho da saúde no país. Segundo dados da Demografia e Mercado de Trabalho em Enfermagem no Brasil, realizado pelo Ministério da Saúde em 2025, enfermeiros, técnicos e auxiliares representam cerca de 70% dos trabalhadores da área da saúde no Brasil.
Além de atuarem no cuidado diário aos pacientes, esses profissionais também exercem papel fundamental no acolhimento e na humanização do atendimento, oferecendo suporte estratégico às equipes multiprofissionais em hospitais, clínicas, unidades básicas e demais serviços de saúde.
Para a coordenadora do curso Técnico em Enfermagem da Escola Técnica Fundatec, Tatiane Lyma de Menezes, a atuação da categoria é indispensável para o funcionamento das instituições de saúde. "O técnico de enfermagem tem papel fundamental dentro da estrutura da saúde, tendo em vista que ele faz a maior parte do quadro funcional das instituições e, sem ele, o cuidado não é possível", afirma.
Apesar da relevância da profissão, a categoria ainda enfrenta desafios relacionados às condições de trabalho, à sobrecarga nas rotinas e à valorização profissional. Segundo Tatiane, a intensa demanda pode impactar diretamente tanto os trabalhadores quanto os pacientes atendidos. "A sobrecarga de trabalho ainda é uma realidade, impactando na qualidade do cuidado e colocando em risco a segurança do doente em atendimento por este profissional", destaca.
Outro ponto levantado pela docente é a necessidade de reconhecimento da formação técnica e da preparação exigida pela área. "Nossa profissão ainda é vista muito relacionada à caridade, o que desvaloriza aquele profissional que se prepara tecnicamente para os desafios enfrentados pela profissão", pontua.
Mesmo diante das dificuldades, a área segue atraindo profissionais pela ampla oferta de vagas no mercado, à possibilidade de jornadas reduzidas e pela oportunidade de complementar a renda com mais de um vínculo de trabalho.
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