Passo Fundo: Patussi sugere ampliar discussões sobre o suicídio

Quinta-feira, 18 de Maio de 2017

Prioridade na agenda global da Organização Mundial da Saúde (OMS), o suicídio é catalogado como um grave problema de saúde pública responsável por uma morte a cada 40 segundos no mundo. Dados de 2012 registram o ato como a segunda principal causa de morte entre jovens com idade entre 15 e 29 anos. Passo Fundo não está distante desta realidade, a cidade supera o índice nacional de óbitos por conta do ato.

Frente à necessidade de ações que inibam o suicídio, o vereador Marcio Patussi (PDT), sugeriu, na Câmara de Passo Fundo, a criação e instituição, no calendário oficial do município, do Setembro Amarelo, mês com foco destinado na prevenção e conscientização da população passo-fundense quanto ao tema. A sugestão foi realizada através de um Projeto de Lei.

O dia 10 de setembro já é mundialmente lembrado como o Dia de Combate e Prevenção ao Suicídio, com a proposição, a ideia é que todo o município se envolva com o tema, através da realização de campanhas de valorização da vida. Em Passo Fundo, dados de 2013, divulgados pelo do Ministério da Saúde, relevam que a média municipal chega a 12,86 óbitos a cada 100 mil habitantes, superando o índice nacional, de 5,01 óbitos por 100 mil habitantes.

Conforme o presidente da Associação Psiquiátrica do Planalto Médio, Rogério Riffel, falar sobre o suicídio é a maior forma de prevenção e oficializar o mês de setembro irá qualificar as campanhas realizadas em Passo Fundo. “A possibilidade de a rede pública poder identificar os sintomas e falar sobre o suicídio é uma forma de prevenção. Esse é um processo mundial e culturalmente as pessoas não falam sobre esse ato. Queremos poder realizar palestras e atos públicos que previnam e conscientizem as pessoas”, destacou o médico psiquiatra.

Para Patussi, é necessário estimular o debate, a partir de palestras e campanhas de conscientização referente ao tema suicídio. “Precisamos falar sobre o suicídio e desmistificar esse ato. É necessário dar apoio às pessoas e não incriminá-las. Esse movimento mundial precisa ganhar atenção dos passo-fundenses que, hoje, tem um alto índice de óbitos por conta do suicídio”, sugeriu o parlamentar.

A proposição segue para análise das Comissões da Câmara.

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