Passo Fundo - Memorial Vera Cruz inaugura primeiro crematório da região Norte do RS

Quarta-feira, 04 de Fevereiro de 2015

No mês de janeiro deste ano, o serviço de cremação passou a ser oferecido em Passo Fundo. A cidade é a única da região Norte do Rio Grande do Sul a realizar o procedimento, que foi autorizado e licenciado no Memorial Vera Cruz. Até então, a cremação vinha sendo feita somente em Porto Alegre, Caxias do Sul, Santa Rosa e Canela (em fase inicial). Moradores da cidade e região que optavam pelo serviço, além de desembolsar altos valores, precisavam realizar longas viagens para a cidade escolhida para a cremação, após passar pelo momento difícil do velório.

Para marcar oficialmente a inauguração do Crematório, o Memorial Vera Cruz realizará uma cerimônia no dia 05 de fevereiro, para autoridades, imprensa, convidados e outros interessados em conhecer o serviço.

Conforme explica o administrador do Memorial Vera Cruz, Felipe Alves Badotti, a cremação passou a ser realizada após um longo processo de testes e pela conquista da autorização de funcionamento da Fepam. Para isso, foram diversas etapas vencidas, passando pelas licenças de operação, instalação e realização da obra. Posteriormente, foram feitos testes de queima e emissão de gases, que apontaram a segurança ambiental de todo o processo.

Badotti também esclarece que a cremação de corpos humanos é realizada em um forno especial, feito somente para esta finalidade. Por este processo, cada corpo é colocado no local, individualmente, dentro do caixão. Nesse momento são retiradas apenas as alças de plástico ou metal e o vidro do caixão. “Um corpo humano é composto de 60% a 70% de água, 18% de carbono, 3% de potássio, 1,5% de cálcio e o restante são sais e metais. A emissão de poluentes de um forno crematório, graças aos processos de filtragem e tratamento dos gases, é de menos de a metade das emissões produzidas por um carro de passeio em velocidade média”, comenta.

O processo de cremação tem duração de até duas horas. No primeiro momento o forno trabalha a uma temperatura de aproximadamente 900 graus, o que faz com que o corpo seja consumido em uma hora e meia. Já no segundo momento utiliza-se uma temperatura superior a 1.100 graus, e faz a requeima dos gases produzidos pela primeira câmara. Posteriormente os gases são filtrados e resfriados para serem liberados ao ambiente. O que resulta do processo de cremação são os ossos já incinerados e resquícios de cinzas.

As cinzas são entregues aos familiares em até cinco dias úteis e são armazenadas em urnas, ou liberadas em local de desejo da pessoa falecida, já que não são poluentes.

Os restos mortais também podem ser cremados. Geralmente, o processo é feito para liberar lugar de um jazigo, ou porque o falecido queria ser cremado e não houve como satisfazer a necessidade dele no momento do óbito.

O administrador do Memorial Vera Cruz também ressalta que, atualmente, a cremação tem um custo inferior ao sepultamento convencional, com planos de parcelamento em até 60 vezes, e parcelas acessíveis. “Queremos desmistificar a questão de que a cremação é acessível somente para elites. Hoje em dia, há facilidades para ter acesso a este serviço que está atento, especialmente, às questões ambientais”, afirma. 

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