Vozes, vozes e sinais

Terça-feira, 10 de Setembro de 2013

Foto: Divulgação

Ao descarregar a bateria do carro e nascer um abençoado em uma caminhonete branca cheia de peixe em sangue cru para emprestar a energia dos fios, o filme há meia noite que passa na tevê por coincidência contando a sua vida, a estrela cadente que cai antes de entrar na festa, o cobertor que te salva das cenas "calientes" em dois, quando abrem a porta, o perfume que só alguém te instiga, a conjunção do planeta Vênus com a Lua Crescente. O pedacinho de chocolate no canto da geladeira que mata a tua ansiedade, o rosto de alguém que aparenta já conhecer sem mesmo antes ter conversado.

Enquanto Deus está na cama, mas Deus não dorme, muito menos tem marasmos, seriam exatamente esses acasos tão casos, influencias dele mesmo quando só os postes das cidades estão acesos?

Pode ser que os casos da vida sejam tão vivos quanto o sangue que escorre nas veias, por tudo na vida ter ligação, em si uma razão, e não necessariamente a mente atraia o acaso da vida, tem coisas que já estão estipuladas a acontecer, que fogem do nosso conhecimento terráqueo. Dizem que se perguntar de mais sobre o que está acontece é coisa para louco, mas às vezes, só mesmo se retirando do incêndio para ver a onde está o fogo, como diz minha vó. Há momentos que a neblina precisar assoprar o mar para amansar as ondas, não enferrujando a imensidão.

Na vida, tudo se pede tempo, seja no relacionamento amoroso, no balançamento de uma empresa, sempre tem àquela hora da mudança de paradigma, como a sinaleira precisa fechar para dar a vez aos outros, a marcha no carro, à parada do ônibus na beira da estrada, por que sempre tem alguém esperando por respostas. Há aquele momento em que se tem que parar o relógio parar pesar as notas, e colocar os pingos nos "is", como há momento em que é preciso se afastar para poder fazer sentir saudade, a pausa enquanto se tecla para poder pensar tornando piscante incessantemente a ceta. A vida é pensar e agir. E os minutos de impulsividade podem gerar horas de intranquilidade devastadoras daquelas que os passos não parecem tocar o chão e por pior os dias vão te pedir para que saia de casa com um óculo escuro, vestindo-te de mistérios por estar com o rosto inchado.

Bem por isso, se deve meditar, pois diante disso se encontra um nível mais profundo inconsciente.

Para poder sentir as energias aos redores, prestando atenção nos sinais da natureza que ela dá, a manifestação das ondas pensaria para poder se enxergar e ver a sua conduta no mundo, estamos aqui para ser úteis, e não para servir de serventias.

Á partir do momento em que se está ligado com a energia da outra pessoa, fugir é o pior caminho, o melhor é solucionar os reflexos dos desequilíbrios internos para rever as recordações dos álbuns mentais claramente e dar voz a garganta.

Um dos maiores equívocos do ser humano é a tendência de confundir vozes às avessas por sinais. Pela energia do ser estar baixa, fraca da certeza de quem é. Deixa ser persuadido pelas vozes que o tempo inteiro julga o certo do errado, sem saber que cada caso é um caso, como não existe uma bula aos fins de todos os mal-humorados. Todo mundo o tempo inteiro julga a vida do outro, como se fosse escolher uma peça de roupa no armário para o outro, mesmo sem ter sido auxiliado. E se não estiver certo do que quer, ciente do estilo que escolheu vestir, irão muito bem bagunçar o guarda-roupa inteiro, e darão uma peça de roupa na mão e se sentirá nu. Vai existir você no seu barquinho e sete mares contra, se não sabe para onde ir, não existirá vento a favor.

Damos a abertura o tempo inteiro para os outros viverem a nossa vida, começando pela música do momento, a comida que está no prato do outro, a camisa que compra, conselhos de quem estufa o peito expondo que já provou dos dissabores e vive em mágoas, á influencia do horóscopo dando á ele o poder de vida, se nele está dito que o dia vai ser um caos coloca em mente que irá ser, assiste só o que passa no jornal.

Acabando assim tomando um copão-balde de água gelada dos freaks desnorteados levando uma trina na garganta, revolve no cabelo, por ser escravo de meia dúzia de visões infantis, por ter tomando um porre final do exército do Reich, por ter sido considerado esperançoso em mar que só existe terra, onde ninguém te da o espaço para se ouvir, apenas para julgar.

Abraçar os pilares dos lamentos, ignorar os mecanismos inconscientes de criação da realidade, é negar a sua verdadeira essência. Todo o mistério frutífero da vida é insuficiente apenas nas nuvens esbranquiçadas, ele cabe todo dentro de nós, assim diz aquele senhor que paira pomposo sobre elas.

As opiniões, conceitos e pareceres do autor não refletem necessariamente a linha editorial do NorteRS.

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Categoria: Opinião

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