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Economia deve encolher 10% no RS este ano, mesmo com retorno das atividades

Modelos estimam que impactos da pandemia na atividade econômica serão superiores ao pico da recessão vivida em 2015

Rio Grande do Sul

Data da Publicação da Notícia : 17/07/2020 - 09:02

 
Foto Notícia Geral

Na mesma medida que o combate ao coronavírus ainda desafia a ciência, prever os reais impactos na atividade econômica igualmente é um exercício cercado de incertezas. A partir de uma série de indicadores sobre o consumo e a circulação das pessoas, estudo desenvolvido no âmbito do Comitê de Dados do governo do Estado no enfrentamento da Covid-19 reuniu dois modelos distintos para estimar os efeitos da pandemia na economia e, mesmo em cenários menos pessimistas, ambos mostram que 2020 será pior do que 2015, quando o país viveu o pico de uma recessão. Em uma das análises de curto prazo, a retração do IBCR-RS (Índice de Atividade Econômica do Banco Central para o RS) seria na ordem de 10%, isso na hipótese de se retomar gradativamente os índices de atividade pré-pandemia.

Mesmo para registrar um indicador tão negativo e que deverá se replicar no comportamento do PIB gaúcho, o estudo conduzido pelo professor Régis Augusto Ely, do Departamento de Economia da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), alerta que não foram consideradas mudanças na estrutura produtiva no período pós-pandemia em função de restrição de informações. Se isso ocorrer, a queda da atividade econômica pode permanecer por um período longo de tempo. No caso do cenário se agravar, exigindo que o isolamento permaneça nos padrões atuais até dezembro, a queda do IBCR-RS deve ultrapassar 14%.

No estudo, Ely analisou indicadores que envolvem desde a arrecadação de ICMS  cuja queda em abril foi de R$ 451 milhões na comparação com o mesmo mês do ano passado , emissão de notas fiscais eletrônicas (queda mensal de R$ 14,7 bilhões), a demanda de energia elétrica e até mesmo o volume de veículos de passeio e de transportes cruzando por praças de pedágio.

Em uma estimativa mais drástica (na hipótese do avanço da doença exigir medidas de isolamento iguais às adotadas no mês de março), o tombo na atividade econômica poderá atingir a marca de 16%. Diante do quadro, o professor de Economia vislumbra apenas para 2021 o início de um ciclo de retomada. “Isso na hipótese de termos a nossa estrutura produtiva mantida e que esta recuperação seja rápida, sendo sentida logo nos primeiros meses do próximo ano”, avalia.

Análise de setores

No segundo modelo utilizado no estudo, o economista Adelar Fochezatto, professor da Escola de Negócios da PUCRS, desenvolveu estimativas sobre os impactos da pandemia se valendo de projeções de cenários agregados e setoriais para o Valor Adicionado Bruto (VAB) e em termos de arrecadação do ICMS. Pelos estudos que trabalhou, Fochezatto avaliou o desempenho dos principais segmentos produtivos do RS. 

Nesse sentido, analisou indicadores como o choque de demanda de energia em cada setor, os níveis de recolhimento do principal imposto estadual e a queda de oferta de produtos primários por conta da forte estiagem que atingiu o Estado.

A partir desses indicadores, o modelo trabalhou em dois cenários: um deles com a crise perdurando quatro meses e o segundo, se prolongando por nove meses. Mesmo quando a economia gaúcha sofre por menos tempo, a economia pode variar negativamente entre 6,5% e 8,1%, e as perdas em termos de arrecadação do ICMS devem ficar entre R$ 1,8 bilhão e R$ 2,3 bilhões e entre R$ 21,7 bilhões e R$ 27,1 bilhões em termos de VAB.

Na situação mais extrema, a queda na cobrança do imposto ficaria entre R$ 4,1 bilhões e R$ 5,1 bilhões (variação negativa entre 14,6% e 18,2%), no mínimo o dobro do volume de repasses com o socorro federal que o RS receberá em quatro parcelas. Nessa situação mais extrema, as perdas de VAB ficariam entre R$ 48,8 bilhões e R$ 61,1 bilhões.

Nos cenários analisados, o setor automobilístico, a agropecuária, a indústria metalúrgica e a fabricação de aço são os que apresentam maiores variações negativas, tanto no VAB como na arrecadação de ICMS.

Fochezatto e Ely são colaboradores externos do Comitê de Dados, órgão responsável por elaborar análises e reunir dados para embasar as decisões do governo do Estado no enfrentamento da Covid-19. Eles atuam junto ao grupo de trabalho (GT) de Atividade Econômica, coordenado pela economista Vanessa Neumann Sulzbach, do Departamento de Economia e Estatística (DEE/Seplag). O estudo já foi tema de reunião do Gabinete de Crise.

Clique aqui e acesse o estudo com previsões para atividade econômica.


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CATEGORIA: Economia e Política
Fonte: Secom/RS
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